sábado, 4 de janeiro de 2014

Promessas a descumprir

Olá mundo criativo da internet! Quanto tempo não venho aqui (reclamar) falar... Deve ser bom sinal, sinal de que eu tenho me ocupado mais.  Hoje volto pra Brasília, depois do recesso. Sim, arrumei um trabalho, estou feliz, mas ainda meio insegura, vou me adaptando.
Estes últimos tempo tenho repensado bastante minha vida, fim de ano com todo aquele blábláblá, e percebi o quanto eu tenho acumulado coisas. Essa é a meta para 2014, desacumular. Eu sei isso vai ser complicado e o complicado é que olhando pra trás, eu não tinha essa mania.
No ano que passou, também fiquei mais longe da minha família e pela primeira vez isso doeu, hoje prestes a voltar pra minha casa, sei lá bateu o peso de ter dito tão poucas vezes eu “te amo”, “eu sinto saudades” ou então apenas de valoriza-los mais.
Sim ando meio que em uma crise sentimental, uma das coisas que eu aprendi no meu namoro. Neste momento até percebo isso de maneira positiva, mas sei que ainda preciso melhorar em expressar isso. Até com o namorado.
O namoro como sempre cheio de altos e baixos, mas eu tenho ficado mais impaciente. Ele tem reclamado tanto também. Estes dias brigamos porque ele sente-se mal por eu falar que antes eu era tão feliz, por hoje eu reclamar tanto e por demonstrar tão pouco felicidade.
Repensando isso, acho que eu sempre fui de muitas crises(releia qualquer outra publicação deste blog), eu adoro reclamar ou questionar a ordem das coisas. Sim eu vivi muitos momentos bons, mas sempre vivi intensamente as mudanças. Além do mais, não fujo da responsabilidade, EU preciso me fazer feliz, correr atrás disso.

Fim/inicio de ano é isso, metas (que a gente nunca vai cumprir). O que eu posso garantir hoje é que eu estou estabelecendo objetivos e pensando em caminhos, se vai ser como eu planejei, pouco me importa. Eu já aprendi que preciso lidar e fluir também com as mudanças que estão no caminho.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

#mudanças: relação.


É tempo das malditas DRs, eu detesto, sim sou mulher e detesto discutir a relação! É muito blablablá, vc escuta coisas que não quer, a conversa geralmente não é muito objetiva porque os dois desabafam de tudo quanto é coisa que incomoda, desgasta, cansa. Depois acaba ou com promessas vazias ou em algum sentimentalismo momentaneo... enfim, pra não dar em nada. (ok, esse final é meu lado pessimista)
Mas sim estamos brigando e tendo infinitas DRs, mas ainda estamos tentado ajeitar as coisas.
Acho que é um passo importante para minhas mudanças e pra me impor mais sobre a minha vida.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mensurando a situação.


Deu uma vontade louca de falar de mim, para não cometer um sincericídio resolvi falar por aqui.
Eram tantas reclamações, tantas coisas sem soluções, tanta culpa e insatisfação que eu achei que não deveria mais escrever. Eram os mesmos problemas, dramas e mimimis...
Então resolvi escrever algo sobre o momento atual em dois textos. Para doer menos.

Sim ao contrario do esperado eu ainda estou namorando, há 1 ano e meio (!). Somos seres completamente diferentes, brigamos, nos desentendemos, engolimos sapos, em maior ou menor grau, somos birrentos e rancorosos... vivemos dias felizes, momentos fofos, aprendemos um com o outro, sei lá...estamos juntos.
O problema que a falta de amigos em Brasília, o grande foco na tentativa de construir uma carreira, as frustrações, a necessidade de adequações sociais, a convivência excessiva e as insatisfações no namoro (sim, coisas pra caramba!). Todas essas coisas me transformaram em uma outra pessoa, pessoa essa que eu não gosto de ser.
Isso desencadeou um processo de psicoterapia (sim, psicólogo também precisa de psicólogo), foi ótimo, mas questões institucionais fizeram que por ora o processo fosse interrompido. Acabei me percebendo, olhei para alguns monstros, percebi feridas e, claro, reclamei um monte. No fim das contas gerou varias responsabilidades comigo, disso planos (expectativas).

Planos é sobre isso que eu volto para escrever... para que isso não fique cansativo paro por aqui, mas eu volto, prometo que com menos mimimi! Afinal nunca fui disso.
Detalhe, entrei aqui para falar de outras coisas que me compõem. Sutilezas, desorganizações e novas inspirações. Outra hora eu falo disso.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

E você o que tem para contar?

Internet é uma coisa meio louca, te atualiza até daquilo que você não quer saber... e olhando redes sociais vejo vidas de amigos de antigamente irem para pontos tão diferente do que quando convivemos e planejamos qualquer coisa.
Pessoas que tinham planos de ficar, viram super sociais e estão em Universidades de referencia fazendo mestrado. Muita, muita gente tendo filhos. Gente virando ativista. Gente que normal que virou super bem sucedido. Outros que a vida “resolveu dar certo” e relata se sentir vivendo um sonho, com muito mais do que esperava acontecendo, mas seguindo o seu caminho +/- planejado.
Me pergunto, “e eu, o que tenho para contar?” Mudei de cidade, namoro a um ano, estou a trancos e barrancos com a carreira que eu escolhi. Tirei meu cabelo colorido, resolvi ser “normal” pra tentar me “dar bem com mercado” (otária).  Só acho que nada de extraordinário aconteceu, nada que virasse minha vida, meus planos também não. Enfim, nada ainda rolou e mais uma vez termino um post falando de frustração... (perdedora!)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Navegando...


Trabalha, trabalha, trabalha... essa máquina está nova não precisa de descanso, ela pode trabalhar mais e mais.
Mas você faz esforço físico no seu trabalho, É SÓ ESCUTAR.
É só escutar, é só estar la e se conectar, fazer conecções que vez ou outra nem o próprio ser percebeu sobre si...
É só ser, é só sentir a dor junto, é só hora ou outra se anular para o outro poder sentir ou chorar.
Chorar? Você não pode chorar, é feio, não profissional.
Falando em ser profissional, seja equilibrada e seja profissional sempre! 24horas por dia, seja enquanto for filha, enquanto mulher, enquanto parente distante.
Seja profissional mas tão me analise tá?! Seja profissional só de sua parte, vista essa roupa ai de Dr. Psi. Mas vista só enquanto eu preciso, só quando eu achar conveniente, afinal de contas, eu não sou seu paciente!
Mas você, você agora deve ser sempre o Psi...
Então tenha atitude e postura de tal. Sempre.




Então aconteceu que eu arrumei um trabalho, que eu invisto todo o meu corpo e suor para me inserir nesse tal mercado. E quanto mais me insiro e mais entro nesse mundo eu entro com tudo que aprendi, mas ainda longe do meu potencial ou do meu jeito de realmente fazer isso. Não eu não me esqueci da minha essência ou a abandonei princípios e visões que busquei ter, apenas entendi que é um princípio onde eu preciso respeitar regras para ser inserido no contexto eu não posso ser ortodoxa agora, bater o pé e exigir que as coisas sejam feitas a minha maneira. Mesmo que outros hoje me exijam tudo isso. É se submeter para aprender, para estar dentro e para poder criar dentro de tudo que trago comigo o meu espaço.
Confeço que oras me pego tão dentro do comum, tento me lembrar como seria o meu posicionamento dentro da visão de mundo que escolhi e vejo que não seria nada disso, ou apenas esteja sendo dura e cruel comigo mesma. Sei que preciso de orientação, porque pontualmente a insegurança bate e te cobra.
Cobrança, é algo que vem de todos os lados. São as expectativas minhas e dos outros), são das obrigações que nem sempre da pra resolver e eu acabo por procrastinar, é a minha dependência de locomoção em uma cidade que pouco sei me achar, é sobre tudo que comentei a qualquer um e vivem me perguntado se já deu certo. Agora é que além de tudo isso, é: "você é psicologa, e tem um nome a zelar", fora que a partir do momento que adquiri esse titulo, já não posso fazer uma porção de coisas (como: chorar, ficar estressada, alterar a voz ou da uma opinião boba) e preciso fazer outras (como: ser SEMPRE equilibrada, ter paciência infinita, estar livre de qualquer questão emocional (?)). Eu sabia que boa parte dessas expectativas iriam acontecer, mas cansa!
Cansa me ver ter que aguentar o peso de tantas cobranças nas costas, cansa trabalhar mais do que o necessário e ganhar menos do que o minimo justo a ser pago, cansa cuidar de uma casa e ter que fazer almoço só pra sí, cansa depois de um dia porre ter que estar arrumada, cheirosa e sorridente, cansa não ter com quem sair pra dar um tempo, cansa ter que fazer malabarismos econômicos e renunciar porque o dinheiro não é meu, cansa ouvir tanta coisa dos próximos e ninguém te perguntar como é aquilo pra você, cansa ter que ser sempre flexível e legal, cansa ficar sem ninguém para conversar e nada para fazer em casa, cansa...
mas não quero mais reclamar, eu tenho que passar por isso para aprender algumas coisas e chegar a alguns lugares, não estou achando que fazem pouco por mim ou que fazem errado, e nem quero me justificar, é assim que eu faço, reclamo e passa. Passou. Me olhando, dentro do possível  eu continuo aqui, sem tanto me importar. Mas em frente, navegar é preciso.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Antitese-Sintese


Tem coisas que acontece nas nossas vidas e um belo dia você se depara com ela em sala de aula. A Psicologia ensina, mas dói: “todas as coisas tem prazo de validade. Os relacionamentos, os sonhos, os desejos... isso não quer dizer que as coisas acabem, mas sim que elas são ressignificadas.”
 Sim, ressignificar é preciso!
Quando eu estudei adolescência e falávamos dos lutos que são intensamente vividos nesta fase (e depois em uma vida inteira), os lutos de todo dia. Não se trata de perder alguém que é próximo, mas dos nossos lutos pessoais, aqueles que temos que deixar de ser, aquelas coisas que acabamos deixando para trás.
O lado bom de tudo isso é que quando se aprende a ressignificar (sim é pura dialética!) depois de toda a dor pode sim surgir algo e ai quem sabe possibilidades do mundo também fluir....

domingo, 10 de junho de 2012

O meu sonho de Peter Pan

Tem dias que a vontade de ir fica tão latente. Partir e conhecer o mundo, experimentar os cheiros, os gostos, as estradinhas, os vários pores do sol. Estranhar costumes, me deslumbrar com as inúmeras maneiras de se viver e de se sentir vivo. Eu gostaria de ir até não ter para onde voltar, talvez, hoje, teria para quem voltar (sendo otimista), queria me perder na multidão, mas se possível não perde-lo de vista. Não sei se ele bancaria isso, não sei nem se eu bancaria isso.
Pode parecer meio que a busca pela Terra do Nunca, mas é parte de mim que eu ainda preciso encontrar. É o que de Peter Pan eu ainda consegui conservar, preciso de ir e passar longe um tempo ainda. Vai doer, vai dar saudade, vou me ferrar uma porção de vezes, mas eu preciso... e eu sei que preciso de correr antes de resolver parar e ficar. E depois ter que crescer, vestir ternos caros e relógios antiquados. E a gente vai ter que se sentar em mesas de departamentos e escrever relatórios e almoçar com tempo curto e dormir oito horas por dia, tomar remédio e perder toda a vida que ainda existe em nós. Blá, blá, blá, blá...
Posso parecer meio dramática, eu sempre sou, mas sei pode acontecer.
Mas ir seria o que me manteria aqui, viva, recarregaria a alma. Me faria quebrar uma serie de coisas minhas, restos que eu insisto em guardar. E eu acredito que essa bagagem eu não adquiriria de nenhuma outra forma, não com essa potência e intensidade.
Sei que a não ser os militantes da utopia ativa, não vão me apoiar ou se quer entender. Mas eu preciso sentir a vida, preciso aprender com o outro no lugar dele, preciso viver lugares e pessoas, preciso me desapegar das coisas. Preciso me destruir e reconstruir. Eu preciso do que há além do que meus olhos podem hoje ver.

"Quando você se vai, tudo que fica são as memórias você cria nas vidas das outras pessoas..."
[...]
"Eu gostaria de saber como você se lembra de mim?"
* (Filme: Um beijo roubado)

Eu prometo que não será pra sempre e também que ligarei quando puder, mesmo que seja só para ouvir sua voz ou para dizer que me lembrei de você em uma coisa boba que vi. Direi que senti saudades. E um dia te direi que resolvi parar e ficar em algum lugar.

sábado, 7 de abril de 2012

Tipo assim



^^

"E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?..."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FORMEI!

Entre mortos e feridos salvaram-se todos!
Me diverti. Algumas coisas mudaram comigo...
e outras agora vão mudar na vida.

domingo, 18 de dezembro de 2011

eeeeee acabou

Acabou com meu tcc entregue e avaliado em 8,5.
Acabou com muita coisa realizada que eu pensei que não conseguiria concluir.
Acabou comigo sendo considerada barraqueira e sem educação da turma, consequência de um ataque histérico de um alguém em resposta de uma reclamação minha sobre um direito meu.
Acabou com pessoas que eu vou levar nas lembranças por muito e muito tempo.
Acabou com eternas saudades da casa do rock in roll (favela chic).
Acabou com uma bela construção de conhecimento.
Acabou com consciência de muita potência interna.
Acabou com uma mágoa boba com quem eu deveria estar super unida, pq foi essencial pra estar aqui e hoje ser quem sou.
Acabou com muitas lembranças de loucuras.
Acabou com menos lágrimas nas despedidas do que eu achei que seria.
Acabou sem nenhum móvel no “mau caminho” e eu aqui sozinha.
Acabou comigo mais madura e tentando restabelecer coisas minhas perdidas no tempo.
Acabou comigo mais chorosa, mesmo que pouco ainda perto dos íntimos.
Acabou com porres homéricos.
Acabou comigo um pouquinho mais vaidosa.
Acabou com um medo grande de voltar.
Acabou ainda comigo não sabendo muito como lidar com sentimentos meus.
Acabou com desorganização.
Acabou com um saldo de 3tatuagens feitas(eu será que são 2?).
Acabou comigo cumprindo promessas feitas a muito tempo.
Acabou com grandes Mestres que eu vou levar pra sempre como exemplos.
Acabou ainda com buracos de vácuo e saudades que chegaram comigo.
Acabou com reafirmações que não há problema algum em ser quem sou.
Acabou com muita vitamina C + zinco.
Acabou com alguns que eu vou adorar esquecer.
Acabou sem auto-boicote.
Acabou ainda sem namoros.
Acabou com a certeza que nenhuma banda toca realmente bem Metallica com apenas uma guitarra. (hahahaha, mas é verdade)
Acabou com muita coisa aprendida.
Acabou comigo ainda estranhando o jeito de alguns de viver.
Acabou com ainda mais consciência de que se sua está uma merda e se seus dias são uma merda a culpa é sua, você os faz.
Acabou com muita coisa que eu deveria ter feito por aqui, e não fiz.
Acabou sem eu dar tchau realmente a quase ninguém.
Acabou sem que eu gostasse de sertanejo ou criasse o habito de beber cerveja.
Acabou ora querendo loucamente que acabasse outras doendo e estranhando por ter que acabar.
Acabou como uma pagina velha em branco.
Acabou com um sonho reciclado, porém mantido e alimentado.

Acabou... e amanhã recomeço.

Acabou a faculdade.

domingo, 13 de novembro de 2011

Outro do fim do era uma vez...

Saudades.
Porque eu ainda me pego em alguns momentos tentando me olhar com os seus olhos, ou brigando com você, ou ainda pensando como seria se você ainda estivesse aqui.
E mesmo que eu fale cada vez menos em você e sobre o que nos aconteceu, eu sinto constantemente a sua falta. Falta de tudo que não podemos fazer, falta de você e até um pouco de mim.

Vamos mudar pra lua?
Em outra vida, eu seria sua garota
Nós manteríamos todas as nossas promessas
Seríamos nós contra o mundo
Em outra vida, eu faria você ficar
Então eu não teria que dizer que você foi aquele que foi embora
... Aquele que foi embora
Katy Perry - The One That Got Away



(....) pra sempre.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Torta de blueberry


Jeremy: É como essas tortas e bolos. No fim da noite, o cheesecake e a torta de maçã sempre acabam primeiro. A torta de pêssego, e a torta de mouse de chocolate estão quase fim. Mas, a de blueberry sempre permanece inteira. Intacta.

Elizabeth: Qual o problema com a torta de blueberry?

Jeremy: Não tem nada de errado com a blueberry. É que as pessoas fazem suas escolhas. Não da para culpar a torta de blueberry… É só que… Ninguém quer.

Hoje fui rever o filme "Um beijo roubado"(My Blueberry Nights), faz tempo que eu já tinha visto, mas lembro de ser um bom filme, cheio de sentimentos parecidos com os meus, cheio de identificações e com algumas lições explicitas e de tantas outras nas entrelinhas.
Eu lembro que me identifiquei com esse dialogo da torta, quando comecei a perceber que algumas coisas que aconteciam para mim e que naquele momento nada que eu pudesse fazer mudaria isso, não era comigo.
Acho que tenho outra vez me sentido assim.
Na vida.

Pode parecer meio fossa, e as vezes é. Mas encaro como um momento sóbrio, consciente.

sábado, 1 de outubro de 2011

Nossa ciranda

"Vem, pega na minha mão, vem cirandar comigo. Vem me mostrar você, me mostra o que isso tudo tem de melhor e eu nem sei se vamos nos ver nunca mais. Mas hoje nós vamos cirandar. Olhar o dia lá fora, passear onde eles nem olham mais, vem vamos brincar de ser-estar. Cirandar, sentir o cheiro de baunilha e chocolate no ar, ganhar florzinhas, ouvir o vento e continuar...continuar. Dançar, vergonhosamente sorrir, cirandar... Eu não quero nem mais saber ou perguntar, só vem. E mesmo que eu não te fale o quanto isso tudo me encanta, olha pra mim, acho que assim você vai saber e ficar, pra eu te perceber. Te gravar em mim e você poder ficar e partir. Dançar a nossa ciranda, ciranda de cheiros, ciranda de sabores, de lugares feios lindos, de olhar ...de mais do que tudo isso, de sentir. Ciranda de mim e de você.

E aí, você vem? Pega na minha mão....
"




Eu não sei bem porque, mas eu escrevi. Como um espirro. São varias das coisas que tem passado pelo meu corpo. Não estou realmente me preocupando se vai parecer direta ou indireta para qualquer pessoa. Eu só me deixei escrever sem método e me veio isso. Como muito do que eu precisava dizer e agora realmente não me interessa se vão ler.
Só não sei se devo depois dessa ficar ou realmente partir...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O meu monstro

Não é só desanimo, não é só TPM, não é só distração, não é só moleza.
Eu não sei o que está acontecendo comigo, tenho tido dias difíceis. E claro o fato de não conseguir produzir um tcc tem um peso enorme. Eu sempre fui uma boa aluna e eu me vejo no final do processo com risco de não terminar minha faculdade por não ter a capacidade de sentar e fazer um trabalho.
Esse é meu novo monstro.
Não me concentro, não faço, não consigo. Já me calei e hoje reclamo, dói...
Eu sei que é só um trabalho, mais um trabalho o ultimo trabalho; que é uma decisão minha de sentar e fazer, mas quando eu tento a minha cabeça se distrai, qualquer coisa fica mais importante, tudo me incomoda, lembro de outras pendências pra fazer, durmo.
Isso nunca me aconteceu, sempre fiz o que precisava ser feito ou ate mais que isso, nunca fui uma aluna medíocre, minhas médias são altas e eu me vejo nessa situação, o grande problema sou eu, é comigo. Professores me dizem que eu sou boa em algo, me elogiam profissionalmente e eu penso que eu só não consigo fazer um trabalho, um trabalho idiota. Idiota, mas que corro serio risco de não me formar por não escrever ele.
Não acredito que esse trabalho seja o problema, é só um sintoma. Eu não sei realmente o que acontece, eu não sei para onde eu devo ir. Eu só sei que isso tem me feito chorar, tem me feito repensar e não chegar a lugar nenhum.
Antes eu só não reclamava, mas tudo já estava assim a tempos. Não posso recorrer a pessoas que estão frágeis como eu, preciso ajudá-los a fazer o que eu provavelmente não conseguirei. Já recorri a quem está fora disso, esses são mais sóbrios no momento, mas tenho me contido para não arrastá-los comigo.
Eu sei que não a outra solução para o problema, eu preciso FAZER. Só não sei, mesmo, se consigo.
Mas chega de falar nisso, chega dessa dor, chega da sintomatizar(e isso infelizmente têm acontecido MUITO), chega de conversas vazias, tô dando um tempo pra olhar o problema de frente com menos distração. Só não sei se existe uma saída.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ai as paixões....

Já falei aqui que eu acredito na forma mais ridícula de amor, mas hoje não vim até aqui falar disso... vim falar das paixões.Com o tempo as vi acontecer e descobri sua importância, elas geralmente são como os grandes amigos, tem uma função na sua vida, seja pra levantar sua auto-estima, fazer você se descobrir melhor como pessoa(seja física ou emocionalmente), para te fazer viver loucuras ou coisas idiotas, para você se encantar, se permitir ser cafona, para você viajar quilômetros para ver esse alguém por um fim de semana, para descobrir que alguém “socialmente babaca” pode ser um tanto quanto legal quando se está a sós, zuar sem medo de ser feliz, para te fazer mentir/omitir um segredinho de vocês, descrição, desenvolve impulsividade reprimida, para trocar olhares discretos(e secretos) e gerar sorrisinhos de canto de boca.
Depois de um tempo, ao contrario do amor, você sabe que a paixão acaba. Mas hoje isso me faz aproveitá-la, pois a premissa básica para algo ser considerado uma paixão é a intensidade, não tendo isso necessariamente a ver com sexo. Isso hoje acontece sem culpa, sem karmas(algum dos dois fantasiam algo que não existe, insistindo eternamente), sem problemas se é “só físico”, “só admiração”, “só intelecto” ou “só *insira a intensidade que te envolve aqui*”.
Isso são paixões, elas não te prendem ao outro. Elas são intensas e altamente educativas, causam sim muita confusão em certos momentos, a instabilidade também caracteriza muitas delas. Se você vive-las, elas cumprirão seu papel e passarão, como tem que ser. Só cuidado, pois uma paixão não vivida, pode causar dor de cotovelo, mania de “se” e maiores confusões com outros sentimentos...
E atenção uma paixão mal vivida pode causar sérios danos ao seu equilíbrio emocional e psicológico. Vive-las também, porém no sentido de permitir-se e liberta-se. Só aproveite cada paixão em suas mais diversas formas. Vale a pena.

sábado, 20 de agosto de 2011

"Palavras de futuro bom..."

Não quero mais brigas, não quero dores evitáveis e preocupações menos importantes.

Essa agora é minha vida, aquela que evita crises, mas que para sair disso meio que se isola. Sem problemas.

Não que eu tenha perdido o contato com “os meus” não eles ainda estão por ai e os bons por aqui também, mesmo não sendo tão próximos assim. A dor e a confusão ligam muitas, muitas pessoas, mas hoje não quero que ela me ligue a ninguém. E não que eu não goste deles, como já disse aqui, mas são momentos diferentes. Além do mais se você socorrer alguém sempre, em todos os momentos de dor, ela não aprende, já que você está sempre lá para sanar a dor dela.

Quero ficar com o meu silêncio do meu apartamento, quero ouvir boas músicas e quando bater a vontade estar em boas companhias. Gente que queira estar por estar, gente que queira viver e enfrentar, chorar, mas depois se erguer, tacar o foda-se e viver.

Quero não precisar escolher, quero viver minhas vontades e dar gargalhadas e mim. Quero ver bons filmes, reunir e cozinhar bebendo vinho, quero olhar mais para as pessoas, quero reaprender com as crianças, me reenergisar e me permitir com os adolescentes, trocar e viver com os adultos.

Quero resolver também de uma vez ser mulher, mudar de forma e melhor me apresentar, quero algumas roupas e algumas bobagens(que acabam saindo meio caras), quero mudar o meu cabelo, quero voltar a gostar do hoje. Quero aprender a construir sentimentos e historias junto, sem mais figuras de linguagem.

Quero me resolver e ainda assim quero voltar para a terapia.

Quero conseguir passar por esse ultimo ano de curso, quero conseguir um bom emprego, me reinventar e ainda lidar com o inesperado. Quero entender a importância do dinheiro, mas continuar a não viver em função dele.

Quero dançar, aprender mais a ser palhaço e a fazer teatro. Ser mais dona da minha vontade, viajar. Quero aprender a tocar instrumentos e quem sabe poder ter um cachorro. Quero voltar a pular na cama elástica e ser ridícula. Quero não brigar tanto, não me preocupar tanto...

Quero querer o que eu bem entender ou quiser.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Todo carnaval tem seu fim..."

É preciso ter coragem para se escutar algumas coisas. E nós nem sempre temos, é automático a irritação, desconforto, vontade de sair, desculpas, brigas ou discussões.
Eu aprendi nessa vida que algumas coisas são inevitáveis, algumas relações acabam com o tempo, inicio-meio-fim, mesmo as intensas.

Em uma aula, falávamos de amigos que se tornam quase irmãos e que fazem quase tudo junto durante a vida acadêmica, mas que no fim cada um toma seu rumo, que infelizmente as pessoas se distanciam, às vezes por mais que se gostem e tentem, isso acontece...eu tenho uma amiga assim e que escutar isso eu sabia da possibilidade de que isso poderia também ser comigo.
Tenho amigos de muitos anos, amigos que mantive contato mesmo sem vê-los a muito tempo e com uma distância enorme, amigos de outras épocas que os mantenho com peso na minha vida, amigos que não vejo por longos períodos mas quando nos encontramos parece que nada mudou. Mas também amizades que perderam sua essência, não sabemos mais nada da vida uns dos outros e nos tornamos meros conhecidos.
E hoje no ultimo período da faculdade, vejo isso acontecer, já não nos divertimos mais como antes, já começamos a não nos falarmos com a leveza de antigamente, já não podemos zuar e rir uma da outra como tanta liberdade, não saímos e apenas curtimos a companhia uma da outra; e às vezes tudo fica até meio profissional. Pode ser que seja normal, um jeito que arrumamos para não ficar tão duro quando realmente terminar, ou que talvez os interesses tenham mudado e essas mudanças sejam necessárias... Eu não sei.
Não gosto dessas coisas, mas é preciso respeitar os movimentos. O curso de Psicologia também não é muito fácil, não é nada fácil conviver tanto com gente que talvez te entenda tanto, não é fácil escutar algumas coisas e assim se para de falar e de ouvir, até de perceber...
Eu não sei o que vai acontecer nos próximos meses, não estou dando nada como acabado, mas eu vejo o movimento. Fazemos várias atividades juntas, continuamos convivendo...
Não sairei com mágoas, sem maus-dizeres, sempre tento guardar o melhor dos meus amigos(mesmo aqueles que já não são), sinto saudades mas eu sei que não dá para voltar no tempo, porque tudo acontece em um tempo e contexto específico.

A ela um dia vou dizer: obrigada por ter me feito sentir no meu lugar nesse final de curso, porque era muito difícil morar aqui sentindo sempre que os meus estavam longe, eu pude por esse tempo em que convivemos curtir e poder estar aqui, querendo estar aqui; obrigada por ter me dado força, ter me escutado, me permitido te dizer coisas sobre o que eu achava de você e suas potencialidades... Que você não se sinta mal por não me ter mais tão perto, não existem culpados, existe vida e ela é assim mesmo. Grandes amizades também escorrem entre os dedos. Mas nós brincamos bastante de ser feliz.

Eu sei que meu silêncio as vezes incomoda, mas é meu tempo de me adaptar as coisas...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mais do mesmo, do mesmo blablabá e (um pouco) de mim.

Meu humor continua mutante, a única coisa nessas férias que eu queria é evitar perguntas e intromições, logo resolvi por nem me meter com isso, resolvi ignorar, viver no normal, na superfície. E pra quê sofrer tanto?!
Estar com os amigos é sempre muito bom, me distraí. Mas oras o medo permeia, medo de me ver como outras (que não estão mais entre os seus verdadeiros) que ficaram no tempo, pessoas que fazem coisas que já não condizem, pode ser a cidade, pode ser a escassez de opções para se divertir e que todos os outros tenham desistido. E quem sou eu que esta aqui as julgando? Eu só sou alguém que tem medo, alguém que não quer ficar pra sempre como sou hoje, agora descobri que o tempo também me faz bem.
Mas estar entre os meus não me da todas as respostas, não cura tudo. Tem coisas que dependem de mim e isso é o que piora tudo. Eu sou assim desatenta, preguiçosa, medrosa, as vezes sedutora, mau-humorada e palhaça, a que quer dar conta das dores de todo mundo (que eu gosto) pra não pensar nas minhas...
Mais uma vez exame (CNH) e me vem a sensação de que não vou conseguir, apesar de querer tanto... e eu só consigo pensar qual é o meu problema?! É o tipo da coisa que parece ser fácil pra todo mundo e pra mim nem tanto. E eu nem se quer sei o porque.
Eu que detestava ser encostada, repulsava abraços, reaprendi a gostar (e eu acho que a pessoa nem sabe disso)...as vezes eu tenho vontade de só isso, como troca que você só sente; pra cuidar de alguém; ou pra cuidarem de mim, me protegerem... Seja lá o que for, as vezes eu tenho vontade. Eu tenho vontade de muita coisa boba e simples desse tipo(nem sempre românticas), mas quase sempre espero a vontade passar.
As pessoas sempre me ensinam muito, cada uma delas, principalmente as que eu me envolvo. Uma em especial me ensina até quando eu estou calada, coração escondido, meio apertado e eu abro uma porta em uma noite dessas e me deparo com um céu estrelado, só me vem a cabeça que ele é pra mim, o céu ele é meu(eu ganhei de presente)! E sei lá porque eu tenho a sensação de que um alguém tem culpa nisso. Alguém que pra sempre vai cuidar de mim, me fazer ter saudades, vontade de chorar e um sorriso na mesma fração de segundo. Às vezes ainda acho que trocaria tudo pra viver aquele período de novo e de novo...
Pensando, eu sou uma garota de sorte. Eu tive algo lindo, mas que nunca pôde acontecer... não no estar... pensei que jamais alguém gostaria muito de mim. E hoje eu vejo reacontecendo, não da mesma maneira, mas sei que ele gosta MUITO, muito de mim. Mas é hora de apesar disso darmos um tempinho.
Ele viajou vou passar dois meses sem quase conversar com ele, alguém que eu tenho aprendido a gostar, alguém que me encanta, mas que é um menino teimoso. Alguém que eu mais uma vez não sei nem o que querer dele, mas que eu penso que posso estar enganada e me deixando levar pelos sentimentos dele, alguém que tem muitos potenciais e que vai se descobrir numa velocidade grande daqui nos próximos tempos, só não sei onde eu estarei nisso tudo.
Estou em uma época chata, meio egocêntrica. Mas é boa, divertida, de testes, fechamentos e amadurecimentos. Mas não é dia de pensar muito nisso, ainda preciso ficar assim na superfície, só me da certo medo quando isso tiver que acabar e eu voltar a experimentar das dores e prazeres dos meus naturais extremos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

As avessas(só pra variar)

Eu acho MUITO estranho as pessoas se empolgarem comigo, tipo, isso não tem sentido algum!
Não que eu não me ache digna de tais interesses ou sentimento, nem nada. Más ah... não entendo, não vejo sentido, custa acontecer e quando acontece é de uma forma bem estranha/maluca. Não da pra ir vivendo e me fazendo construir isso junto?! Porque sempre que eles fazem isso assim, instantaneamente, sozinhos; vai me causar esse sentimento de estranheza, medo (e vontade de sair correndo).

domingo, 29 de maio de 2011

Domingo de outono

Não tenho achado grande problema em estar sozinha, mas sei que andei evitando. Mal fico em casa, o dia todo na rua e atarefada(ultimo ano de faculdade). Mas alguns domingos de outono estão aí pra isso...
Ficar o dia todo sem falar com ninguém... sentir frio.
Porra o frio acaba comigo, fico lenta, com vontade de nada além de comer e ficar encolhida em baixo das cobertas. Nem me concentrar para ver filmes ou para ler alguma coisa eu não consegui! Fora o humor, esse já não está muito bom a tempos, mas tenho ignorado esse fato e dentro do possível, ficando em silencio para não dar as minhas atuais opiniões.
E mesmo quando tinha sol lá fora, eu só sentia frio, é aquele sol que não esquenta e que nem pegava no meu apartamento, só sinto vento, só me sinto aqui (sozinha). Só sinto frio.
Eu tendo a me afastar sempre, pessoas entendam isso. Não é por mal é um movimento normal... a vida tem me mostrado isso.
Só me sobra eu mesma, uma caneca de chocolate quente que eu pretendo logo-logo fazer, musicas acústicas... eu já disse que eu não êxito no frio? E agora eu tenho percebido que pode também não existir ninguém.